Olá a todos
Hoje consegui finalmente ler atentamente todos os
comentários ,e apraz-me dizer que de uma maneira global concordo com as
questões ,dificuldades reflexões sobre o tema em questão.
No entanto gostaria de deixar aqui expresso o meu comentário,
que se baseia na minha experiencia profissional, enquanto educadora de infância
que no ensino regular tive crianças com NEE, com e sem professor de apoio, e como professora
especializada numa escola de ensino especial.
Assim, e com base no meu vivido questiono-me se a inclusão
de que tanto se discute e se regulamenta na lei tem como principal e único
objetivo o projeto de vida destas crianças…
Ao olharmos para uma criança com NEE, e em particular com
deficiência profunda, desculpem em falar destas em particular, mas são estas
crianças que me geram um maior desafio profissional e pessoal, temos como
elementos da equipa pluridisciplinar (docentes, psicólogos, médicos terapeutas
e outros) avaliar e a família com as suas expetativas e necessidades em conjunto
elaborar o PEI. Na minha opinião, o PEI, é fundamental para podermos elaborar o
CEI e assim de acordo com as estratégias desenvolvidas e os recursos
disponíveis para a sua concretização podermos ir traçando o projeto de vida
desta criança, tendo sempre presente as suas competências e necessidades, assim
como qual a melhor resposta na comunidade para uma melhor concretização do
projeto de vida, proporcionando-lhe prazer e qualidade de vida.
Presentemente, quando o aluno faz 15anos é que esta situação
se coloca e elabora-se o PIT,para os últimos 3 anos de frequência do aluno na
escola e a consequente transição.
No que concerne a este ultimo paragrafo que escrevi, coloco
minha questão, dificuldade, a liberdade de escolha…….
Porquê a dificuldade de encaminharem e autorizarem as
crianças e jovens mais cedo para as escolas de ensino especial? (não se trata de retirar crianças, jovens e
docentes á escola ou vice versa)
Porquê não dar a estes pais a possibilidade de escolha de qual o
estabelecimento de ensino que querem que o seu filho frequente escola publica
ou escola de ensino especial? (pois tal como os outros pais podem optar pelo
ensino publico ou privado)
Porquê não olharmos para as crianças e jovens com NEE, como
o centro de toda a nossa intervenção e utilizar- mos todos os recursos da
sociedade, por vezes com muita dificuldade, para lhe proporcionar mos autonomia
,aprendizagens ou simplesmente um sorriso!!
E não pretendendo aplicar frases gastas ou padronizadas, no
entanto merece-me um ultimo comentário e ou pensamento, pertinente e em gesto
de conclusão, como diria a escritora;
«….mais do que as leis, o necessário é alterar
mentalidades….»Rosa Amaral, (1998)
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